A live 64 abriu já em andamento, com o painel de ARR passando de R$372 mil e subindo minuto a minuto ao longo da tarde. Antes de entrar em código, Laschuk tratou de um problema recorrente relatado pela audiência: reconexões instáveis no próprio Overclock. Ele contou a origem do endurecimento de segurança do produto — o Overclock já foi "craqueado" na época em que rodava em Electron, o que levou a mover a inteligência do negócio para o servidor —, e que hoje três pessoas autorizadas fazem pentest semanal no sistema, enviando relatórios de vulnerabilidade que vêm sendo corrigidos aos poucos, incluindo os próprios problemas de desconexão que a galera reportava no chat.
Ainda no aquecimento, ele respondeu a uma dúvida sobre investimento em assinaturas de IA — juntar Cloud Max com Codex 5x ou concentrar num plano único maior — explicando ao vivo a matemática de crédito por real pago (R$100 por 1x de crédito, R$500 por 5x, cerca de R$1.000 por 20x) para defender que vale mais concentrar numa única conta do que fragmentar em várias. Na sequência, comentou o cenário de modelos abertos: o GLM 5.3 tinha acabado de entrar em fase de testes, e o Qwen 3.8 (citado na live como "Queen 3.8"), rodando no Artificial Analysis com 52 de índice de inteligência, aparecia superando o Opus 4.8 — motivo para ele ficar de olho em rodar modelos localmente no MacBook M5 Max de 128GB que usa, embora ache que os rigs Nvidia DGX Spark ainda sejam caros demais para isso valer a pena hoje.
O grande lançamento do dia foi liberar o Overclick — o board open source de tarefas — para o público testar direto em cloud.overclock.sh, sem precisar instalar nada, avisando que essa versão hospedada vai virar exclusividade do terceiro plano (Ultra) mais adiante. Ele cadastrou um projeto "Overclock App" com prefixo OVK, gerou um token de pareamento ao vivo (revogado e trocado por um novo assim que percebeu que tinha ficado visível na tela) e conectou o MCP do Overclick nas suas contas de Cloud, Codex, Kimi e Grok. Mostrou que o MCP expõe 20 ferramentas em seis famílias — projetos, missões e cards (listar, criar, get, claim, update, deliver, delete, branch register) — e uma tela nova de política de harness, que recomenda qual modelo usar para cada tipo de atividade (contrato de feature, delegação, microajuste de UI, "drone work") com base nas categorias do leaderboard do Arena AI, classificando os modelos em níveis que ele chama de sol, terra e lua.
No meio da explicação, ele resolveu testar ao vivo uma suspeita: será que o GPT-5.3 Codex Spark consome uma cota separada do limite semanal normal do Codex? Abriu cinco painéis simultâneos rodando só Codex Spark para resumir todas as sessões de Cloud Code e Codex dos últimos sete dias, e foi acompanhando o indicador de uso do Spark subir — 1%, 3%, 4%, 6%, 7%, 8% — enquanto o limite semanal do Codex normal continuava parado. Confirmado o comportamento, chamou o Spark de "modelo esquecido": ótimo para tarefas rápidas e superficiais, mas com raciocínio mais fraco.
O projeto do dia foi o Zero, o bot de Discord responsável por triar bugs reportados pela comunidade antes de virarem card no board. Com a skill superpowers brainstorming e o Fable 5 como orquestrador, ele desenhou a arquitetura ao vivo: o Overclick continua genérico, ganhando só duas adições pequenas (busca full-text nos títulos e um campo opcional resolved_in setável na entrega), enquanto toda a personalização — briefing gerado por LLM via Grok, verificação de duplicata, comentário quando o card já existe, orientação para atualizar quando o bug já foi resolvido numa versão nova, e criação de card com tipo, origem e passo a passo de confirmação — fica dentro do Zero. Definida a doutrina, ele disparou cerca de treze atividades em paralelo, distribuindo por harness (Codex Spark para tarefas simples, Kimi K3 para frontend, Fable 5 para raciocínio mais profundo) e acompanhando o custo da missão subir em tempo real, card por card, até pouco mais de US$1,30.
O primeiro teste real do Zero no Discord expôs o problema: em vez de investigar, o bot disparava um roteiro fixo de perguntas genéricas — tipo de relato, versão, área, comportamento, sistema operacional — mesmo quando o próprio título do report já respondia parte delas. Visivelmente incomodado, Laschuk interrompeu a doutrina ao vivo: "Não quero fallback nesse processo. Não faz o mínimo sentido. Que eu quero ver. São investigações aprofundadas", e reescreveu a regra para que o Zero conduza uma investigação aberta até concluir o problema, em vez de parar depois de quatro perguntas fixas. No caminho apareceram mais dois bugs: o custo do Codex Spark aparecia zerado por falta de cadastro de preço do modelo, e dois cards que estouraram o limite semanal do Spark no meio da execução precisaram de um status de "descartado" que preserva o custo já gasto em vez de simplesmente sumir. A live fechou com o Zero já reconhecendo uma mensagem de teste antes de processar um bug real, o ARR oscilando perto de R$376 mil, o Overclick subindo de 54 para mais de 67 estrelas no GitHub (meta declarada de chegar a 100) e o convite para a audiência migrar para a live do Danilix, que seguia no ar.
