O dia 45 começou com uma confissão: a migração de Electron pra Tauri — decidida na sexta antes da filha nascer — trouxe performance (o Overclock roda até num Windows com 4 GB de RAM), mas também uma enxurrada de regressões. A live inteira foi sobre pagar essa conta. Na tela, um gestor de tarefas construído pelo próprio Laschuk dentro do fluxo agêntico: cada bug postado no Discord virava uma ficha com autor, canal e data, e o delegador (a torre de controle) quebrava, planejava e despachava cada item pra workers em panes paralelos. A meta declarada: validar 17 itens em aberto e liberar a versão 1.0.5. "Posta, eu resolvo" virou o mantra da noite.
A logística era um jogo à parte: Fable 5 no último dia do período gratuito, rodando em três — depois quatro — contas Claude ao mesmo tempo, com limites em 96%, 98% e 77%. A tática foi Warners na prática: Fable 5 pra desenhar solução, Sonnet 5 pra codar, Haiku pra tarefa barata. Quando um pane Sonnet empacou no bug do render, foi dispensado ao vivo: "seu serviço foi muito bom, mas agora você vai permitir que o Fable 5 resolva as coisas".
Os bugs caíram um atrás do outro: provider Ollama local que não persistia, DeepSeek custom abrindo errado via Codex, restore de sessão que sumia, CPU do render travada em 100%, prompt longo chegando pela metade no worker — validado de ponta a ponta com 25 itens indo e voltando pelo handoff do MCP. Pra atacar os bugs exclusivos de Windows, subiu uma VM na AWS, desinstalou e reinstalou o build (um EXE de 33 MB) ao vivo, e destravou colar, print screen e restore de sessão que simplesmente não funcionavam na plataforma.
O vilão da noite foi o render do terminal: zoom out arrumava, zoom in embaralhava; abrir um pane novo do lado quebrava o layout do vizinho. Depois de várias rodadas de diagnóstico — inclusive a descoberta de que o mirror funcionava perfeito e o problema era só o resize — o fix saiu. A reação foi de quem carregava aquilo há semanas: "o principal bug do overclock que mais me incomodou a minha vida inteira acaba de ser resolvido".
O fechamento foi ritual de lançamento: o modo agêntico gerou as novidades a partir dos cards validados, buildou e liberou a 1.0.5 ao vivo — 41 bugs corrigidos num total de 43 itens, sobrando dois pra depois. De brinde, um cupom LIVE045 com 67% de desconto e página secreta de backstage criada na hora (os três usos voaram no chat). E o placar que importa: o ARR, que abriu a live em R$ 146k, fechou em R$ 156k — batendo os R$ 150k que ele tinha prometido pro dia seguinte. Pra amanhã: despedida do Fable 5 gratuito, site novo e o anúncio do Overclock Builders Challenge.
