Sete dias sumido das câmeras. Uma semana sabática inteira trabalhando escondido pra chegar nesse dia: o lançamento oficial do Overclock 1.0. A live abre como cerimônia — The Doors tocando — e a promessa é clara: três novidades num único produto. Um time de agentes de IA que se organiza sozinho (tu diz o objetivo, ele monta o time), um assistente que atende por voz sabendo tudo do teu workspace (Jarvis) e um orquestrador que escolhe o cérebro certo pra cada tarefa, sem desperdiçar Opus em trabalho mecânico. E por baixo de tudo, o app inteiro reescrito de Electron pra Tauri.
A demo central é o modo agêntico na prática: por voz, Jarvis cria uma missão e o time clona a landing da Apple em single shot — um scout extrai o design system ao vivo do site, o Nano Banana gera os heroes, o builder monta o index e o reviewer verifica com screenshots. No benchmark contra um Fable 5 solto com acesso às mesmas skills, o Fable entregou uma página sem clonar o design system, sem gerar imagem nenhuma — e queimou 2% da conta (R$ 18,25) numa página simples. É a tese do Warners: não é tu que escala o time, é o orquestrador. De telemetria, uma descoberta concreta: passar tarefas pros workers via MD em vez de texto deu 25% menos consumo de tokens e 20% de economia no contexto do chefe.
Só que a estrela da noite virou o vilão. O Jarvis abria a missão errada, não achava panes, repetia perguntas já respondidas, travava no wizard de nova missão, falava o nome do criador de dez jeitos diferentes. Horas apanhando ao vivo até a virada de postura: parar de remendar bug por bug, unificar os ~50 bugs abertos do Jarvis num dossiê único de investigação de raiz e soltar o Fable 5 em modo max — 'o craque que eu tava preservando no banco de reserva'. No meio disso, a conta do Fable estourou e ele migrou a torre de comando pra segunda conta ao vivo, com handoff completo de contexto entre panes. E no fim, ironia: 'o Sonnet 5 destravou o negócio que o Fable 5 não conseguiu'.
A segunda descoberta cara veio da fatura: R$ 83 num dia na API do Gemini, sendo 57 de input. O Jarvis estava injetando o DOM inteiro da tela e o histórico completo da sessão a cada turno. Diagnóstico feito ao vivo, dieta de tokens aplicada ('aplica o Monjaro nos tokens'). No comercial, os três planos ficaram definidos — Boost, Pro e Ultra, com o nome Ultra vencendo Harners em enquete ao vivo — e quem assinasse o Pro durante a live levava acesso ao Ultra.
Nove horas depois, o build 1.0 do Windows subindo pro Discord, testado numa máquina zerada, e a confissão que resume a noite: o Jarvis não ficou do jeito que ele queria — 'fui estabilizar ele, gastei todo o meu Fable e piorei'. Lançou mesmo assim.
