Dia 10, R$6.602,25 faturados desde a última live (eram R$2.188 na terça anterior), e a meta do dia tinha nome: "o chip da entregabilidade". Não bastava ter uma feature pronta no código — precisava existir um caminho completo, da pessoa entrar numa landing page até passar o cartão e ter a conta dela rodando sozinha às 3 da manhã, todo dia, atualizando a base no Active Campaign.
O produto em construção é o Email Hacker AI, apresentado explicitamente como agente vertical (tese da Y Combinator) e não como SaaS: em vez de vender uma ferramenta que o gestor de e-mail marketing precisa operar, o agente dispara e-mail, cria funil, monitora entregabilidade, desenha criativos e atribui vendas sozinho. O gancho comercial do dia era cru: gente pagando para mandar e-mail pra listas mortas, e-mails que nunca são abertos e que vão queimando o domínio inteiro no Gmail.
A construção da landing page e do funil de vendas usou um conjunto de skills chamado "Advertis Skills", orquestrado por uma skill "full funnel" que foi puxando etapa por etapa: extração de avatar, multiplicador de ângulos de anúncio, matriz de headlines, extração de oferta, construtor de mecanismo único, matador de objeções, nível de consciência do público e diagnóstico de performance. Dali saíram sete ângulos de anúncio diferentes, todos girando em torno da mesma dor (taxa de abertura caindo, lista suja, servidor ruim no Active Campaign), com testes A/B pensados desde o início.
O trabalho foi paralelizado em quatro terminais — meta ads, onboarding, worker e pagamento —, com um cuidado explícito de custo: análises maiores rodando em swarm com Haiku e Sonnet em vez de Opus, porque cada sessão em Opus custaria caro demais frente ao orçamento mensal já apertado do plano. A integração de pagamento foi fechada com a Guru (webhook, token de API guardado em secrets), com cobrança recorrente por volume de contatos — a partir de R$97/mês — e decisão de deixar o cartão só ser cobrado depois que a pessoa já tivesse visto o relatório de diagnóstico gratuito.
A landing page passou por várias rodadas de crítica ao vivo (contraste ruim, diagramação confusa, tempo de carregamento do LCP, animações repetindo à toa) até ficar apresentável. No fim, os criativos novos foram subidos, a campanha foi criada dentro do Facebook Ads — e, na comemoração de ver tudo funcionando, a própria conta do Meta apareceu bloqueada, encerrando a live num ponto de tensão sem resolução.
