A live 73 abre sem rodeios: o ARR está em R$384.724,56, depois de uma regressão que já tirou cerca de R$22.000 desde a sexta-feira anterior. Antes de qualquer outra coisa, Laschuk promete destrinchar essa queda — e cumpre ao longo da live. No zoom-out, o mês fechado conta outra história: puxando o gráfico até o ponto que marca 31 de julho (a live que ele identifica como 52/53), o ARR estava em R$238.000; agora, em R$384.724,56, algo entre R$145.000 e R$146.000 a mais em valor absoluto — ele mesmo calcula no ar "quase 80%" de crescimento, embora a conta real do período (238.000 → 384.724,56) dê 61%. A meta segue de pé — bater R$1.000.000 de ARR até 31 de dezembro — e ele descarta a projeção mais animadora: manter os 61% de crescimento mensal levaria a R$2.584.000, o que ele mesmo chama de "impossível"; a conta mais honesta, mantendo o crescimento absoluto de R$145.000 por mês, fecha o ano em R$967.000.
A explicação da queda vem em duas camadas. A primeira, mais rasa, é a que ele dá de cara: "é uma questão de onboarding". A segunda, mais dura, aparece no meio da live, quando ele lista os próprios erros: parte do churn vem de gente que assina com cartão de crédito virtual — e, até a versão 3.14, o Overclock simplesmente não bloqueava o acesso de quem tinha o pagamento recusado ou cancelado. A correção já foi feita nas últimas releases. Como plano para reduzir esse tipo de cancelamento daqui pra frente, ele anuncia que, a partir de setembro, todo novo assinante vai ganhar uma call 1 a 1 com o time — as primeiras, diz, serão com ele mesmo — e que o roteiro dessa call vai incluir convencer o cliente a trocar o cartão virtual por um cartão real, oferecendo algum benefício em troca.
No banco de construção do dia está o Overclock Voice, seu app de ditado, liberado de graça para testes até o dia 3 de setembro. Ele mostra ao vivo a opção de rodar a transcrição localmente no próprio Mac — um M5 Max com 128GB de RAM — em vez de sempre depender da nuvem via Groq (whisper large v3 turbo no modo chat, large v3 no modo code), argumentando que só compensa rodar local com bastante RAM disponível; e apresenta um modo novo, que reescreve fala técnica em linguagem simples de leigo antes de mandar pro terminal, usando Qwen 3.8 na camada de reescrita quando roda local. Ele demonstra convertendo "eu quero fazer gestão de entregabilidade para os meus clientes de tráfego próprio de e-mail marketing" em "eu quero controlar a entrega das minhas mensagens de e-mail para os clientes que eu mesmo atraio", e repete o exercício com um pedido de contador para um cliente. Para achar o melhor modelo local pra cada máquina, indica ao vivo o site local Ai, que recomenda a LLM ideal a partir da quantidade de RAM disponível.
A segunda frente é o Overclock Bot, projeto em que ele diz estar mergulhado "24 horas por dia, praticamente". Ele primeiro testa o Grok Bot original — que dá acesso a uma VM de 16GB —, instala e roda as primeiras otimizações do Overclock lá dentro; a partir disso, clona a aplicação inteira do zero e batiza de Overclock Bot, criando ao vivo uma skin vermelha para ele e navegando dentro da própria VM, assumindo o controle do mouse na tela. Atendendo a um pedido do espectador Leozão no Discord, ele também expõe, via um novo MCP, o painel de limites de uso (harness) direto no chat do bot: Claude aparece com duas contas monitoradas, Codex e Antigravity a 0%, Kimi a 4% e Grok a 51% — só o Cursor fica de fora da leitura. Em paralelo, dispara seis painéis usando Grok 4.6 para fechar a portabilidade Windows e Linux do Shot, do Headline e do Voice, todos com build gerada e validada dentro de uma VM UTM.
Perguntado como decide qual modelo usar em cada tarefa, monta a analogia de um time de futebol: Fable 5 é o armador que só entra para planejar, porque estoura a cota rápido — está com 88% consumido numa das contas —, Opus 5 e um Sonnet 5 fazem o meio-campo e replicam front-ends, Grok ataca a execução pesada de back-end, Gemini 3.7 Flash entra só para testar ("300 tokens por segundo"), e GPT Daybreak, da OpenAI, cuida da revisão de segurança. O custo mensal das assinaturas de LLM gira em R$3.500, para uma base que já soma 203 assinantes. A live fecha com o balanço de agosto — segundo o próprio bot do Overclock, consultado ao vivo via MCP, foram 75 horas de transmissão no mês, quase 80 contando a live de hoje e uma sessão de 3 horas que ficou bloqueada —, a meta da semana declarada ("terminar a semana com R$400.000 de ARR", com foco total em estabilizar Shot, Headline e Voice antes de voltar a vender) e um desconto relâmpago de 67% no plano Ultra, válido só até a meia-noite.
