Sexta-feira, live 53 de uma série que já soma 52 dias de placar público com seis quedas registradas — a maior delas de 10% num único dia. Antes de tocar em código, Laschuk abre com uma notícia de bastidor: um tweet sobre o Overclock viralizou, bateu 44.000 visualizações, e passou a atrair pedidos de uso vindos de americanos e europeus. Como o produto era exclusivo do Brasil, a equipe teve que acionar os contadores para liberar venda internacional, traduzir o site inteiro para o inglês e ajustar termos e LGPD para a versão gringa — que já sobe no ar, 100% em inglês, com os depoimentos de clientes (Jonathan, Leozão, Thiago) também traduzidos. A tese dele é simples: paga-se menos imposto sobre o público americano, então o preço para eles vai ser bem mais caro.
É em cima desse embalo que nasce o assunto da noite: o Vibe In Public. Laschuk conta que pediu a um agente para rodar um swarm sobre todas as próprias lives anteriores, extraindo os padrões de como ele pensa e decide — dali saem o manifesto e as nove leis do movimento ("começou não para", "crescimento do dia pra noite é fake news", "horas são a moeda, não talento", "tua hora não está à venda", entre outras, extraídas de mais de 1.000 horas de vibe coding, com meta declarada de bater 10.000 horas). A ideia é abrir um site próprio, separado do Overclock, que vira o placar público de quem está de fato fazendo vibe coding em público — inspirado nos primeiros espectadores que começaram a replicar o formato com os próprios canais: Jonathan Modesto, Gui Saraiva, Roberto Rocha, Bedzinho, Martin Blum, Caio e Thiagueira.
A construção acontece em cima de um swarm de subagentes: um Sonnet por builder puxando o canal do YouTube de cada um, a ferramenta interna do Sidra extraindo o conteúdo, e o Grok rodando as transcrições — gratuito até um certo volume diário de horas, mas ele avisa de cara que vai gastar token mesmo assim: "vamos investir dinheiro no projeto deles". Enquanto isso, um agente Kimi K3 entra para desenhar a arquitetura de informação em 3D com Three.js e depois assume o redesign das páginas, seguindo o design system do overclock-web. O momento em que ele explica a própria posição resume a live inteira: ele conta que, pela primeira vez, se sentiu maestro da própria orquestra — a tese de que não precisa estar sozinho tocando guitarra no palco, só precisa orquestrar os agentes que tocam.
O momento de maior tensão não é técnico, é de decisão pública: para comprar o domínio vibeinpublic.ai, Laschuk trava a regra na cara da audiência — só compra se a enquete ao vivo bater 80% de aprovação. O placar oscila entre 71%, 76%, 79%, cai de novo, alguém adiciona e tira o próprio voto no meio do caminho, e a votação nunca bate oficialmente o combinado. A cotação do GoDaddy sai em R$1.000 e é recusada na hora, cara demais; a compra acaba saindo mesmo assim, dois anos de registro por cerca de US$160, direto no Cloudflare, onde ele já ia hospedar o site. Puxa a régua que tinha acabado de anunciar: o movimento não se decide por enquete, se decide por quem continua construindo. No meio da tarde de trabalho ainda aparecem sustos menores: uma sessão do Claude trava ("Cloud has crashed"), os créditos do Kimi K3 acabam justamente nos panes que tocavam o redesign das páginas, e a criação ao vivo de uma conta no Grok faz o chat gritar em coro que "vai vazar", em transmissão, no meio do cadastro.
A live fecha com o site no ar: vibeinpublic.ai publicado via Cloudflare (DNS configurado ao vivo), sete perfis de builders já carregados com produto, horas totais e streak, e a mecânica de incentivo definida — dois dias seguidos de live já rendem posts com SEO automático, três dias seguidos liberam cortes automáticos de vídeo para redes sociais, e mais de dois dias sem live zera tudo. No fechamento, Laschuk anuncia ao vivo o novo recorde de ARR — 241 mil reais e 165 assinantes — e repete, pra quem estava assistindo, o mesmo convite que abriu a live: quem quisesse entrar no movimento precisava ligar a câmera, transmitir e postar o próprio projeto no Discord da comunidade.
