A live 67 abre com o ARR em R$396.495,96 e Laschuk emenda um monólogo sobre os quatro níveis de consciência do vibe coding: o primeiro é não usar inteligência artificial nenhuma; o segundo é ter uma assinatura de IA mas seguir trabalhando no sonho de outra pessoa, dentro do escritório de uma empresa; o terceiro é virar freelancer e ganhar tempo, mesmo com a demanda de freelas encolhendo por causa da própria automação; o quarto é virar founder e dedicar 10.000 horas ao próprio projeto, reduzindo o risco de um laboratório de IA aparecer e derrubar o negócio da noite pro dia. Ele cita Warren Buffett — "a gente só vai ficar milionário o dia que a gente começar a ganhar dinheiro enquanto a gente dorme" — para justificar por que a régua do dia é destravar duas frentes que ficaram represadas na semana: o sistema de votação do Vibe in Public e a newsletter diária.
Para o sistema de votos, ele monta ao vivo o ranking cumulativo dos builders do movimento: quem recebe mais votos sobe, com empate resolvido primeiro por volume de horas de live e depois por quantidade de lives feitas. Para permitir que qualquer um vote logado por e-mail, ele cria na hora um app OAuth no Google Cloud Console — tela de consentimento, nome do app, escopo de e-mail e um segundo escopo não confidencial — só para conseguir capturar o endereço de quem vota e inscrevê-lo na newsletter depois. O ícone do voto vira piada por um tempo: a audiência sugere aura, fogo, raio e seta pra cima, e o empurrão (seta pra cima) é escolhido só porque Pacheco foi o único que efetivamente votou naquele momento; mais tarde uma segunda enquete elege raio como nome final, e o rename automático propagado pelo próprio agente de código quebra os identificadores do plano que já estava em execução — empurrão vira, nas palavras dele, "dá o raio".
A newsletter ganha um pipeline inteiro: às 6 da manhã um processo no MCP do próprio Vibe in Public — rodando no servidor, não no computador pessoal dele — puxa a legenda de todas as lives do dia anterior; em seguida um resumo é gerado por builder, junto com uma extração da "grande sacada" de cada um em poucas palavras; às 7 da manhã o disparo sai sozinho, sem aprovação humana, listando só quem gravou live no dia anterior, com filtro para descartar lives de menos de 10 minutos, deduplicar por builder e usar um título genérico quando a regex não encontra um. No Overclick, a missão vira seis cards paralelos, cada um com um modelo diferente escolhido pela política de harness do projeto — Daybreak, Terra, Luna e Codex entram na lista de executores, com o Daybreak também fazendo uma varredura de segurança no repositório do Vibe in Public. Na simulação de como seria a primeira edição, o teste expõe um bug direto: o resumo de cada live aparece duplicado, vindo de duas fontes diferentes (uma já pronta no próprio site, outra gerada pelo pipeline novo), o que Laschuk aponta ao vivo para corrigir antes do primeiro disparo de verdade. O nome da newsletter também vai a voto: entre A Trincheira, A Grande Sacada, Estamos Junto e Começou. Não Para., ele argumenta contra o próprio vocabulário — "não existe uma grande sacada, existem várias sacadas", diz, defendendo que o resultado é acúmulo, não estalo único — e a audiência escolhe A Trincheira.
A segunda metade da live muda de assunto: Elon Musk retweetou um artigo sobre como rodar uma empresa inteira com o Grok Bot, o agente de computador da xAI, e Laschuk decide testar isso ao vivo, do próprio celular. Ele abre o Grok Bot, pede para abrir o Overclock e puxar o último bug em aberto; a VM que o bot controla roda com 16 GB de RAM (uma segunda instância aberta em paralelo mostra 15 GB). Para o bot conseguir acessar o repositório, é Laschuk quem faz o login no GitHub — usa o próprio Factor Authenticator App pro 2FA e, no fluxo de device activation, cola o código que autoriza aquela sessão do Grok Bot a operar em seu nome; só depois disso o bot abre o repositório real do Overclock. Pedir para abrir um card de bug pelo celular não funciona dentro do produto, então ele muda de plano: pede para o Grok Bot criar uma skin vermelha nova para o Overclock, e o bot cria o card, executa a atividade dentro do workspace overclock-app e deixa o próprio Overclock escolher o modelo certo pela política de harness — tudo sem uma mão humana no teclado depois da autorização inicial, enquanto ele brinca que não precisa mais do MacBook de 128 GB de RAM que comprou e oferece pra venda ao vivo.
No meio dessa demonstração o ARR sobe na tela em tempo real — R$398.000, depois R$400.000, "40% da nossa meta atingida", depois R$404.000 — e Laschuk usa a marca de R$400.000 pra soltar um cupom de 67% de desconto no plano Ultra por três meses, comparando o gesto ao que a Codex (via "o Timo") e o próprio Grok/Heavy já fizeram; quem já assinou pelo cupom anterior de 50% é avisado para não cancelar porque "vem uma surpresa especial". A meta de 100 likes pra liberar um trial gratuito não é batida — para em 75 — e a live fecha com ele literalmente vibe codando pelo celular a caminho de uma reunião, prometendo voltar na segunda-feira às 14h com o objetivo declarado de acelerar rumo ao R$1 milhão.
