A live 61 abre já com o número estampado no título: R$ 338.654,52 de ARR, receita anunciada assim que a transmissão começa. Laschuk recebe a galera nomeando quem chega — Crisão, Renan, Bruno Freitas Web, Thiago, Pedro Balsa, Alexandre Reis — e para para explicar ao vivo, pra quem pergunta, o que significa ARR: receita anual recorrente, a previsão de faturamento da empresa ao longo de 12 meses. Antes de abrir o editor, ele bate o recado do dia: no próximo dia 19, quarta-feira, às 16h, acontece a terceira edição da "amostra de projetos", onde qualquer um da comunidade pode apresentar o próprio sistema ao vivo na live; e segue aberta uma vaga para trabalhar presencialmente com a equipe em Porto Alegre, com currículos já sendo recebidos e revisados no fim de semana. O objetivo do dia, ele repete, é dogfooding: refinar o próprio overclock até fechar a versão 1.3.5.
Antes de tocar em bug, ele mostra o painel interno que sustenta o movimento Vibe in Public: um loop que roda sozinho, mesmo com o computador dele desligado, transcrevendo a live às 7h da manhã (ou tentando de novo às 24h e 48h se falhar), resumindo o dia e publicando posts de SEO automaticamente, tudo rodando em cima do Grok. Puxando a Stripe ao vivo — filtrando pelos produtos certos, porque a conta mistura outros SaaS dele — mostra que o overclock está com 194 assinantes e ARR de R$ 338.000. Diz que mantém um gasto fixo em torno de R$ 3.000 por mês em contas de IA (duas contas Claude de R$ 1.100 cada, uma delas já estourada, Codex a R$ 500 e Grok a R$ 500 com desconto) e que o dinheiro efetivamente recolhido no bolso, diferente do ARR projetado, está se encaminhando para os R$ 100.000.
A maior parte do dia é um checklist de testes rodado ao vivo no modo squad, trocando o piloto entre Claude, Codex e Grok pane por pane. O primeiro bug sério aparece no intake: quando o piloto é Codex ou Grok, o orquestrador às vezes pula direto para a execução sem abrir o gate estruturado de perguntas de esclarecimento, porque o manual de intake que ele recebe chega incompleto — corrigido e relançado, confirmado funcionando primeiro no Grok, depois no Codex. O segundo é um cadeado de configuração do squad que vem desativado por padrão, mas mesmo assim propaga a troca de CLI de um worker para todos os outros; corrigido e testado até o próprio Laschuk confirmar "cadeado tá funcionando 100%". Aparecem ainda um bug de handoff que às vezes duplica o resumo da entrega, um pane fechado manualmente que reabre com um ID novo em vez de retomar o mesmo, e um bug mais estrutural: reiniciar o dev restaura absolutamente todos os panes que já tinham sido fechados, em vez de só os que estavam abertos.
No meio dos testes, ele dita em voz alta a especificação de uma função nova: o overclock vai poder logar numa VPS pelo mesmo fluxo de SSH que já existe, detectar automaticamente as sessões tmux que já estão rodando lá dentro e listá-las como "externas" — mas nunca abre, mata ou renomeia nenhuma delas sozinho. Só quando o usuário clica manualmente numa sessão externa é que ela vira um pane de verdade, com uma cor e uma etiqueta própria que marcam permanentemente sua origem. Fechar o pane não encerra a sessão na VPS; e se o dono de verdade matar a sessão por fora, o overclock só mostra que ela terminou, sem tentar reconectar ou recriar nada. "Nunca autoabrimos sessão dos outros, seria invadir", resume ele — fixando o princípio de que, ao tocar infraestrutura que não criou, o app é janela, não dono.
A identidade do produto também entra em pauta: o termo "pain"/"pen" para as janelas de terminal soa estranho falado em voz alta, e ele abre uma votação ao vivo para trocar o rótulo da interface para "terminal". Em paralelo, nasce ao vivo a página /movimento do site, com o manifesto do Vibe in Public revisado por Grok e Fable 5 e lido inteiro no ar — citando Reid Hoffman, fundador do LinkedIn ("Se você não estiver envergonhado da primeira versão do seu produto, você lançou tarde demais"), e um trecho atribuído por ele a Peter Steinberger, apresentado como criador do OpenCloud ("I ship cod never"). Ainda no tema comunidade, ele abre uma enquete perguntando se o ranking do Vibe in Public deveria ficar exclusivo para assinantes do overclock ou aberto para qualquer builder; o chat vota majoritariamente por abrir para todos, com a ressalva de que os recursos automáticos — como a geração de posts — continuam só para quem assina. No meio da live, o Discord da comunidade bate 2.000 membros.
A live segue de teste em teste — cada um numerado e anunciado antes de rodar — sem um fechamento nítido capturado na transcrição: o checklist da 1.3.5 continua avançando, o Sentry é confirmado como já integrado ao produto mas ainda precisa ser plugado nos loops de conteúdo, e o objetivo dito lá no começo do dia segue de pé: só sair da live com a versão nova no ar.
