Live 37, R$ 122 mil de ARR e uma prova viva do modelo: Laschuk tirou seis dias de férias pelo nascimento da filha e o faturamento se manteve. "Isso é o que separa pessoas que são donas do seu próprio negócio e pessoas que ficam vendendo o próprio tempo." Faltam uns R$ 870 mil pro milhão — e o caminho do dia era menos glamouroso: matar bug.
O alvo era a versão 0.7.4 do Overclock. Teste manual, um a um, dos fixes: abrir pane novo em modo livre, fechar e restaurar sessão pela missão, multiconta Claude Code (duas contas com e-mails diferentes rodando lado a lado — esse passou), missões fantasmas arquivadas automaticamente. E vários ainda quebrados: fechar três panes joga o usuário pra home do workspace e a missão diz "nenhum terminal a ser aberto"; clicar numa missão do histórico não mostra os panes pra restaurar.
No meio disso, uma decisão de produto: a montagem de squads estava complexa demais, com skills e tools vinculadas dentro do catálogo de agentes. Ele mandou simplificar — tools ficam livres, skills passam a ser vinculadas só na formação do squad. E começou a construir um squad novo especializado em user experience, pra atacar o onboarding que estava perdendo gente de topo de funil.
O vilão do dia foi a infraestrutura: Claude lento o dia inteiro, 34-37 tokens por segundo, um flow com quatro agentes em paralelo levando 3 minutos. "Tá impossível trabalhar com o Claude hoje." No meio da tarde a Anthropic dobrou a velocidade e a live comemorou como gol.
O fecho foi o momento de mágica: o Jarvis, assistente de voz, entrou ao vivo — listou as quatro missões ativas, respondeu por voz e abriu a missão "conhecer habilidades" na tela por comando falado. Faltava só um MCP de navegação pra ele controlar a interface de verdade. Laschuk encerrou admitindo que estava perdendo tempo demais debugando coisa simples e prometeu voltar no domingo depois de uma imersão pesada nos bugs.
