Dia 35, R$ 116 mil de ARR e uma queda no gráfico: era o primeiro ciclo de renovação, e cartão virtual expirado derrubou assinantes bem quando a série tinha batido R$ 130 mil. Laschuk voltou de dias off — a filha Celina acabou de nascer — e voltou com a maior entrega da série: o lançamento da versão 0.7 do Overclock, com 69 commits de release e 247 commits de orquestração, tudo depois de uma madrugada inteira com o Fable 5 caçando de forma automatizada mais de 65 bugs acumulados.
A estrela da 0.7 são os squads. Antes o Overclock era um painel de IAs lado a lado comandadas na mão; agora as IAs ganharam um chefe: um orquestrador quebra a missão em tarefas, distribui pra workers especialistas (scout, executor, revisor), cobra entrega e revisa qualidade — tudo visível na tela. Vêm três squads de fábrica: o Absurding Landing Squad (que criou sozinho um site de CS a partir de um prompt curto apontando pro concorrente), o KI Vision Lab (que navega no app por screenshots como se estivesse "jogando Pokémon", caçando bugs por fora enquanto um revisor estático varre o código por dentro) e o Squad Former — pra ele o mais absurdo de todos, porque cria squads novos sozinho: na live ele leu o fluxo de marketing do Laschuk e montou do zero o "IG Carrossel Machine", instalando skills do catálogo e configurando os agentes.
A tese econômica da live: não torrar token do modelo caro. Scout com Sonnet 4.6, buscas mecânicas com Haiku 4.5 (813 tokens pra achar uma pasta), Fable 5 só onde importa. "Tu torra teus tokens porque tem dificuldade de orquestrar" — usar o cara certo pra atividade certa. De quebra, anunciou que cancelou a assinatura do Codex: depois do lançamento do Fable 5, pra ele não faz mais sentido.
Mas nem tudo era vitória: o build do Windows da 0.7 falhou e virou a novela da noite. Usuários na live não conseguiam instalar — o Windows Defender excluía o app logo após o download, porque a credibilidade do executável estava presa no hash da versão antiga (a 0.5.2, com 150+ downloads) e não no desenvolvedor. A solução foi criar ao vivo um Trusted Signing na Azure — com direito a cartão recusado, briga com a interface e assinatura de US$ 9,99/mês — enquanto lançava as versões 7.1 e 7.2 corrigindo bugs reportados em tempo real pelos usuários no Discord, incluindo um cujo Overclock travava porque o workspace rodava dentro do Google Drive.
No fim, o momento que aponta o futuro: o primeiro preview do Jarvis. Voz encontrada no Fish Audio, integração começando em branch separada pra versão 0.8, e o assistente abrindo painéis e squads sozinho por comando de voz — com a lição de arquitetura de que o Jarvis não deve executar, e sim ser o porta-voz do orquestrador. A live fechou com 6h30 no ar, ARR recuperando pra R$ 121 mil e a promessa: amanhã eleva pro próximo nível.
