Dia 32, 110k de ARR, 130 assinantes — e uma missão declarada logo de cara: "hoje é quando todas as coisas vão fazer absurdamente sentido". O problema era o clássico de founder: uma centena de specs planejadas e a sensação de estar perdido. A resposta foi o spec diving: usar a skill de brainstorming do superpowers pra transformar a ideia em spec aprovado antes de qualquer código. E a ideia era grande: o Overclock só consegue orquestrar missões se souber o que existe na máquina do usuário — então o alvo do dia virou o catálogo de skills, MCPs e tools, detectando tudo que está instalado no Claude Code, no Codex e (por um tempo) no Gemini.
A execução foi uma aula de orquestração ao vivo: Opus 4.7 pensando, GPT 5.5 via Codex escrevendo sete microplanos em paralelo (1293 linhas de spec), Sonnet 4.6 produzindo código, Codex Spark codando quando o limite do Claude apertava, e swarms de revisão cruzada. "Eu fiz multiagentes para poder orquestrar a construção do multiagente", resumiu. No meio do caminho, o caos de sempre: o agente rodou a versão 0.6 dentro do próprio repositório e fechou todas as janelas do dev, o Gemini foi sumariamente removido do catálogo ("é bem fraco e quase ninguém usa") e horas foram queimadas no problema mais idiota e mais difícil da noite — identificar quem é o autor de cada skill, unificar a mesma skill instalada em CLIs diferentes na mesma linha e descobrir a meta-skill que referencia um pack inteiro, como o Funnel Campaign Orchestrator que conecta as skills de Eugene Schwartz.
Daí veio a parte que aponta pro futuro do produto: portabilidade de skills entre CLIs via symlink (instalou uma skill do Claude dentro do Codex e do Antigravity ao vivo) e o primeiro protótipo de agentes com isolamento — um agente vinculado a um cargo que só enxerga as skills e tools da lista dele. Quando o "smoke isolated" respondeu listando apenas as skills permitidas, foi o momento "estamos chegando no futuro": menos contexto, menos tokens, menos alucinação. A primeira abordagem de isolamento quebrou o login e teve que ser jogada fora e repensada, mas o conceito ficou provado.
No pano de fundo, a jornada em público seguia rodando: posts de Instagram gerados por um fluxo multiagente (estrategista, copywriter, editor, designer, reviewer, gerador de imagem — cada um com a LLM certa), 423 comentários no melhor post, primeiro lugar no Find My SaaS, a data do evento gratuito "Vibe Coding do Zero" movida pro dia 20/06 pra caçar o topo do GitHub trending no feriado americano, e o anúncio do plano do Jarvis a R$ 197. Teve até uma partida de xadrez contra um membro da comunidade, disputada com Opus em effort máximo lendo prints do tabuleiro.
A live tinha um peso a mais: era a despedida temporária do escritório — bolinho com a equipe, estúdio desmontado ao vivo às 11 da noite, 30 dias na Serra Gaúcha esperando a filha nascer na semana seguinte. Terminou sem release: "ele precisa ser bem testado ainda, tá com bastante bug" — a 0.6 ficou no branch, esperando mais uma revisada. Mas o catálogo estava de pé, e com ele a fundação dos agentes por cargo.
