A live 23 começou com placar aberto: R$ 50.109 de ARR, 74 assinantes e 631 pessoas no Discord — faltando pouco para fechar as 100 vagas de founder. O plano do dia era liberar a versão 3.8 do Overclock e uma novidade no site: o Watcher, um worker que monitora os laboratórios (Google, DeepSeek, Moonshot, Z.ai, Nvidia) e detecta LLM nova assim que aparece. Numa enquete ao vivo, a comunidade decidiu que a página de modelos seria exclusiva pra founders, atrás de login — e assim foi feito, na hora.
No meio do deploy, surpresa: o GitHub bloqueou a publicação da versão por estouro de cota do Actions (2.000 minutos usados). Solução ao vivo: assinar o GitHub Pro na frente de todo mundo e seguir o baile. A 3.8 saiu com providers novos (GLM e MiMo da Xiaomi), ativar/desativar modelos por provider, correções de janelas e o modo de recuperar sessão — e logo os primeiros bugs apareceram: sessão que não persistia, providers que não desativavam, botão de update congelado. Cada bug virou swarm de agentes corrigindo em tempo real, incluindo uma revisão de acentuação em toda a central de ajuda depois que o "mãozinha" reclamou dos manuais.
A live foi um mutirão de pedidos da comunidade: integração do CLI do Kimi (16 minutos do pedido ao funcionamento), tecla configurável pro clock voice, badge de founder numerado pra baixar em PNG no dashboard, suporte a modelos locais via Ollama com detecção automática, e a saga de arrastar painéis e workspaces pra fora da janela — que o Laschuk foi lapidando bug a bug até ficar "igual ao Google Chrome". No caminho ainda rodou um swarm de segurança (GPT 5.5 orquestrando cinco Codex Spark varrendo o código), lembrando do ataque DDoS que tomou dias antes, e criou a skill release-control pra documentar o versionamento inteiro do app.
Entre um deploy e outro, ele parou pra explicar a origem de tudo: travava no VS Code, queimou créditos quando o Opus 4.7 passou a gastar 35% mais tokens que o 4.6, descobriu a bolsa de tokens da Xiaomi (1,6 bilhão, que mais de 20 pessoas da comunidade já ganharam seguindo o passo a passo) e montou a stack de orquestração — LLM cara orquestrando, LLM barata executando — que virou o Overclock. Demonstrou ao vivo o piloto sumonando um squad de 10 agentes, cada um com o provider certo pro seu posto.
A feature grande da noite veio de um membro: o Bruno pediu acesso remoto via SSH, e nasceu o Overclock Shell — o cockpit continua local, mas os painéis executam num VPS, com sessão persistente que sobrevive à internet caindo. Laschuk criou uma VPS na hora, testou e empacotou na versão 4.0: "rodar os agentes em nuvem, sem precisar do PC ligado". Enquanto isso, o ARR subia no telão: 75, 78, 80, 82 founders, R$ 58 mil.
E o final foi festa: depois de 7 horas de live, ele soltou a arena.overclock.sh — a rinha de vibe coder, X1 em que dois competidores recebem um briefing maluco (tipo "simulador de jovem entregador") e disputam quem entrega primeiro, transmitindo a tela pros espectadores votarem. A primeira rinha rolou ao vivo à 1h da manhã, com salas bugando, ready que não pegava e tela travando — mas rolou, com os dois competidores torrando Opus 4.7 pra ganhar. Oito horas de stream, deploy 3.8, 3.9 e 4.0 no mesmo dia.
