Dia 21, live curta — só três horas, porque Guilherme tinha que pegar estrada logo depois. O ARR abre em R$33.592,80 e o objetivo do dia é um só: colocar o piloto automático pra funcionar de verdade. O squad em campo mistura GPT-5.5 como piloto, Codex 5.3, Codex Spark 5.5 fazendo revisão de código e GPT 5.3 testando — no meio da live, um dos membros é trocado pelo Mimo (plano da Xiaomi), que segundo ele está entregando um trabalho "bizarro" por uma fração do custo.
Os primeiros minutos expõem os buracos: o piloto automático não está usando o planner pra quebrar as atividades, a sessão não salva a missão — fechar e abrir de novo significa perder tudo — e reabrir uma missão antiga duplica o piloto em vez de restaurá-lo. A resposta é reprojetar o sistema de squads e agentes do zero: parar de travar em cinco personagens fixas e dar a cada agente skills reais, como se fossem arma e escudo — o MCP vira o "cajado" de quem solta magia. A ideia é restringir cada agente às suas skills pra economizar token e evitar que ele se perca fazendo coisa que não é dele.
Pra dar corpo a isso, entra a busca por avatares em estilo pintura a óleo, meio viking, meio Odin, usando como referência as próprias artes que já estavam na home do site. Regra clara: imagem pequena (no máximo 300x300) pra não pesar o app, e cada avatar tem que carregar a identidade da função daquele agente, não repetir a mesma pose genérica. Em paralelo, entra a discussão sobre aplicar um design system inspirado no IBM Carbon — motivada por um usuário que relatou dificuldade de enxergar a interface, o que reabre a conversa sobre hierarquia visual e acessibilidade, não só cor.
O momento mais tenso do dia é quando, ao pedir pra popular a biblioteca de skills dos agentes, Guilherme percebe que o próprio sistema inventou skills que não existem — nomes como "@piloto", "@forge", "@rhunner" que nunca foram criados em lugar nenhum. Ele corta na hora: nada de criar skill do zero, só o que já existe validado em repositórios reais (GitHub, npm, as skills que a Anthropic publicou). A lógica que ele explica pro chat é direta: quanto mais skills soltas num agente, mais ele alucina e mais token consome — a sacada é a curadoria, não o volume.
O resto da live intercala esse trabalho técnico com a central de ajuda (gerada a partir das dúvidas reais do grupo do WhatsApp dos founders), ajustes de responsividade mobile e o contador de membros do Discord. No meio disso, a notícia do dia: aprovação em três programas de parceria em dez dias — Nvidia Inception Program, Fireworks for Startups e o Cloud Partner Network da Anthropic, com reunião com a Nvidia marcada pra semana seguinte. A live fecha com o ARR em R$37.702,80 — mais de R$4.000 de aumento em três horas —, 59 founders, mais de 600 pessoas no Discord, e o já tradicional discurso de Guilherme sobre construir em público, tomar risco e não esperar estar 100% pronto pra começar.
