A noite do dia 20 é, na verdade, duas lives coladas. Na primeira, por volta da meia-noite e com mais de cem pessoas assistindo, o computador trava no meio de um build de quatro horas e desliga sozinho, apagando o progresso da atualização — "ele desmaiou à frente de todo mundo", como ele resume ao voltar. A segunda stream começa dali, no cansaço, com a piada recorrente de que build in public é isso mesmo: ninguém prometeu que seria fácil.
Com a stream deck nova estreando na tela (atalhos para Claude Code, ChatGPT, Discord, câmera e o próprio MRR do negócio), o foco vira o sistema de cargos do Discord: quem conecta a conta e mantém a assinatura ativa ganha a tag "founder" — limitada aos cem primeiros — e até um cargo bem-humorado de "primeira dama" quando a esposa aparece na call. É também a noite de consolidar o Clock Voice, lançado no dia anterior: falar em português, deixar o próprio agente traduzir o raciocínio para inglês por baixo (economizando tokens, já que o modelo "pensa melhor" em inglês) e devolver a resposta final em português.
A parte mais técnica da live é a construção ao vivo do MCP "Overclock Cockpit" (apelidado de Brain), reunindo um transcritor de YouTube, uma base de conhecimento e um monitor de modelos disponíveis no mercado. No meio do processo surge uma discussão que muda o rumo do produto: MCP entrega ferramentas, skill ensina a usá-las — só que, em vez de manter skills soltas, ele decide embutir esse conhecimento como prompts nativos dentro do próprio MCP, simplificando a instalação para quem usa Claude e Codex ao mesmo tempo.
O grande experimento da noite, porém, é a feature de Squads: montar times de agentes com papéis fixos (piloto, scout, builder, reviewer, executor), cada um rodando um modelo diferente — GPT 5.5, Codex Spark, Claude Sonnet. Depois de esbarrar em bugs feios de usabilidade (menu de configurações travado, wizard confuso, squad que não abria para edição), vem o momento que ele mesmo chama de outro nível: pela primeira vez o piloto consegue chamar scout, builder, executor e reviewer sozinho, numa missão de ponta a ponta, sem clique de autorização manual no meio.
Animado com o resultado, ele decide ir além e constrói do zero, ainda ao vivo, a Overclock Arena: salas de partida, transmissão de tela em tempo real, briefing com contagem regressiva e espectadores assistindo dois vibe coders competindo lado a lado. A ferramenta sobe em arena.overclock.sh no meio da própria stream e é testada com voluntários da comunidade. A noite fecha com o Discord passando de 500 membros, cerca de 53 founders pagantes e o ARR subindo ao vivo até fechar o dia em R$30.377,40 — tudo isso enquanto ele reforça, entre uma correção de bug e outra, que o produto é hoje o seu projeto de vida e que parou de operar as outras empresas para focar nisso.
