O segundo dia começou em cima de uma cicatriz do primeiro: as automações criadas na live anterior tinham um bug em que os leads saíam da automação batendo a meta sem respeitar as condições configuradas, e ele passou boa parte do dia debugando isso antes mesmo de ligar a câmera. Ainda assim, o placar já mostrava algo concreto — R$337 em vendas via e-mail marketing, a primeira prova de que o negócio funciona. A meta do dia era clara e específica: construir o disparador de mail marketing dentro do Email Hacker AI, o fluxo que permite ao gestor de e-mail nunca mais precisar abrir o Active Campaign.
A construção aconteceu em cima de um swarm de agentes rodando em paralelo — cinco, seis terminais abertos ao mesmo tempo, cada um dono de uma etapa do wizard: um cuidando da segmentação, outro do produto, outro da base de conhecimento, outro da geração do e-mail, outro do disparo. Como a API oficial do Active Campaign não expõe endpoints para criação de automações, ele teve que fazer engenharia reversa da própria API pra construir um MCP próprio capaz de criar funis, sequências de e-mail e upgrades de automação com um clique — algo que, segundo ele, nem a documentação oficial ensina a fazer.
No meio da live, ele parou pra explicar o porquê da arquitetura toda: a tese de que um agente vertical de IA — que não é só ferramenta, mas substitui a equipe inteira que opera um SaaS tradicional — cresce muito mais rápido que um software convencional, porque em vez de vender só o software ele absorve o trabalho chato e repetitivo de gestor, copywriter, analista e dev. Foi nesse momento que subiu a página "Sobre", explicando pra audiência que o Email Hacker AI não compete com o Active Campaign, e sim cria uma camada de agente autônomo por cima dele.
O ponto mais tenso do dia foi técnico: ao tentar alimentar a base de conhecimento (RAG) com transcrições de vídeos do YouTube, o scraper esbarrou em bloqueio, e ele resolveu comprar ao vivo um proxy residencial pra contornar o bloqueio — pagando na hora, confirmando no cartão, procurando a chave da API em pânico. Em paralelo, o gerador de e-mail vinha errando feio: pedia um e-mail sobre um produto de cozinha usando uma base de conteúdo sobre entregabilidade, e o resultado saía sem nenhuma conexão entre os dois. A correção veio com uma regra de copywriting — 80% conteúdo, 20% oferta, sempre considerando o avatar — que finalmente fez o agente conectar o conteúdo da base com a oferta certa.
A live fechou com o primeiro disparo de teste real saindo redondo, e o disparo final programado pra rodar pra base inteira depois. No caminho, a comunidade cresceu junto: grupo de WhatsApp criado e linkado na home, sugestões da audiência (como um painel de métricas de VPS no super admin) entrando direto no backlog do "brain", e a promessa cumprida de flexões ao vivo quando a audiência bateu a marca combinada.
