É o primeiro capítulo de uma promessa grande: vender R$1.000.000 em público através de e-mail marketing, começando do zero de receita. Laschuk, que já faturou mais de 20 milhões com e-mail, abre o VS Code e explica a régua: ele vai construir ao vivo, quase todo dia, uma camada por cima do ActiveCampaign chamada Email Hacker AI, para que gestores de e-mail marketing não precisem mais operar a ferramenta na mão.
O momento que sustenta a live inteira é uma descoberta técnica: a API oficial do ActiveCampaign não tem endpoint para disparar campanhas. Laschuk conta que "hackeou" essa limitação e construiu, via MCP próprio integrado ao Claude Code (Opus para estratégia, Sonnet 4.6 para codificação), um jeito de criar e disparar e-mails por fora da interface. Ele prova isso ao vivo: pede para o agente ler o "cérebro" (memória do que já foi feito), gerar um briefing estratégico baseado no livro Ordinary Click Buy de John Benson, montar o HTML e disparar um e-mail avisando a própria base de que a live estava no ar — puxando inclusive a mesma thumbnail do disparo do dia anterior.
Em cima dessa base, ele empilha features na frente da audiência: extração de "Brand DNA" (cores, fontes, logo de um site viram identidade visual dos e-mails), cadastro de produto por raspagem de página de vendas e checkout com geração de embeddings (RAG) para o agente "conhecer" o produto, integração automática via webhook com a Hotmart (sem precisar configurar produto por produto) e funis prontos de carrinho abandonado, pix gerado, cartão recusado, compra expirada, upsell e downsell, seguindo a lógica de sequência do Russell Brunson. Por cima de tudo isso entra o Pulse: um sistema de gestão de entregabilidade que não mede engajamento por tempo ("abriu nos últimos 30 dias"), e sim por sequência de envios — um lead só é considerado "morto" depois de seis e-mails seguidos sem abrir, e removido da lista automaticamente.
O momento mais tenso da live não é o lançamento, é o debug: ele aplica tudo isso num cliente real, o chef Enzo Neto, e descobre que as automações estavam sendo criadas com Google Analytics ativado por padrão, o que quebrava a mensuração da comissão dele como afiliado. Ele entra em loop com o Claude Code, roda um swarm de agentes de teste disparando payloads simulados de Hotmart em paralelo para cada funil, e descobre um segundo bug mais sério: a condição de saída das automações estava presa a um campo de "order" que só existe em compras aprovadas, então leads de carrinho abandonado nunca completavam o fluxo corretamente. Corrige o goal para "produto contém em qualquer pedido" e reaplica em todas as automações, uma a uma, validando cada correção com novos testes simulados.
A live termina passado 1h da manhã, com cerca de 30 pessoas já cadastradas testando a plataforma em beta (email hacker ai/out/beta), um sistema de créditos e ranking gamificado rodando sem custo para os usuários (quem paga os tokens é o próprio Laschuk), e até uma correção ao vivo de recuperação de senha para um espectador que ficou travado no cadastro. Fecha o dia sem nenhuma venda registrada, mas com a fundação do produto e da rotina de construção pública no ar.
