Primeira live depois do nascimento da Celina — "virei pai, meu velho" — e o retorno não podia ter timing melhor: a Anthropic acabou de soltar o Claude Fable 5, junto com o misterioso Mythos 5. A live começa como investigação: um PDF de 300 páginas (o system card) achado via Google antes de qualquer análise pública, e a primeira descoberta é a sacada dos dois nomes — Fable 5 e Mythos 5 são o mesmo modelo, o mesmo cérebro; a diferença são as travas de segurança. Bio e química travadas no Fable, destravadas no Mythos só pra parceiros do Project Glasswing. Quando o assunto é sensível, o Fable te joga silenciosamente pro Opus 4.8 — e a live comprovou isso na prática, sendo desviada ao analisar o próprio documento.
Pra digerir as 300 páginas, ele roda um workflow de 20 subagentes analisando o system card e montando o roteiro de testes ao vivo no Overclock. A filosofia é clara: benchmark de paper não vale nada — modelo pode ser treinado pra vencer benchmark sem ser genuinamente bom. Então os testes são caseiros e brutais: dashboard SaaS completo num único HTML sem framework (3 minutos, 18k tokens), um FPS estilo Wolfenstein 3D com raycasting, texturas, minimapa e até som — tudo em um prompt.
O duelo direto contra o Opus 4.8 foi humilhante. O mesmo prompt do Wolfenstein no Opus levou mais tempo, gastou mais tokens e saiu com controles invertidos e mira perdida. "Nada a ver, velho. O outro ficou muito mais insano." No Fable, a engine saiu certa de primeira: proporções, física, portas texturizadas, shift pra correr.
A bateria continuou: engenharia reversa do Game Dev Story (ficou jogável mas longe do original — primeiro tropeço admitido ao vivo), Pac-Man clássico impecável, gerador de paisagem por matemática pura sem API de imagem, simulação de física com 2.000 partículas testando spatial hashing, teste anti-alucinação com teorema inventado (o Fable percebeu que era pegadinha) e o teste 11 de autonomia agêntica — a metáfora do chefe de cozinha delegando pra quatro cozinheiros, com o system card mostrando Fable 2.7x mais rápido com 10 subagentes.
No meio disso, produto: lançou a versão 0.7 do Overclock ao vivo já com Fable 5 aparecendo como provider, e botou o próprio Fable pra ler três fontes — o código do overclock-app, a documentação do sistema e o system card — pra propor otimizações no Overclock. Ainda nasceu o conceito do "Vibe Million", um jogo estilo Game Dev Story sobre um founder solo buildando em público pra bater R$ 1 milhão — a própria jornada virando game.
O fechamento foi o golpe final: um Minecraft funcional criado em um minuto, com bots, arma e física de queda, travando o PC de tanto rodar. A live termina com a Celina no colo — "eu e a minha estagiária nova aqui no cantinho" — e a promessa de voltar no dia seguinte pro projeto Vibe Coding até faturar.
