Sétima live da jornada, sexta-feira à noite, e o clima é de comemoração antes mesmo de começar: R$ 3.770 vendidos via e-mail marketing usando o produto próprio (o e-mail hacker AI) para reativar bases de clientes esquecidas em ferramentas como ActiveCampaign ou MailChimp, quase dobrando o resultado da live anterior. Com a métrica batida, o tema do dia muda de rumo: em vez de vender, a meta é produzir vídeos animados de divulgação parecidos com os que a Anthropic/Claude AI publicam — curtos, cheios de movimento, mostrando a dor do gestor de e-mail e a feature que resolve.
O processo começa de forma pouco ortodoxa: em vez de copiar um estilo visual de cabeça, a live usa o Manus para assistir um vídeo de referência da Anthropic frame a frame, extrair paleta de cores, timings de easing e uma espécie de "design system" do vídeo, e só depois usar isso como briefing para gerar os próprios vídeos com Remotion (um pipeline batizado de "video factory", pensado para chegar a mais de 100 vídeos automatizados, um por feature). O primeiro resultado sai capenga: enquete ao vivo no chat dá nota 5 de 10, com queixas recorrentes de tela preta vazia, zero paralaxe, câmera parada e um mockup de celular perdido num canto da tela.
A partir daí a live vira um ciclo de iteração pública: peça de feedback, correção, novo render, nova nota. Zoom que preenche a tela acompanhando a narração, câmera rig, code rain de fundo, paralaxe entre camadas — cada ajuste é sugerido pela audiência no chat e aplicado ao vivo. A nota sobe pra 7, mas a insatisfação com partes cortadas do funil na tela e a falta de trilha sonora ("faltou música e ninguém me avisou") deixa claro que o resultado ainda é mais protótipo do que produto final.
Em paralelo, a live monta um bot "gatekeeper" para o Discord: ao entrar no servidor, o novo membro fica trancado num canal único até responder, em formato gamificado, perguntas sobre nome, e-mail, WhatsApp, nível de experiência, ferramenta que usa (Lovable, Bolt, Cursor) e objetivo (freelance, SaaS, automação) — dados que alimentam o ActiveCampaign automaticamente. No meio da configuração da aplicação no Discord, alguém no chat expõe o token do bot na tela compartilhada; Guilherme percebe, resseta o token na hora e segue em frente, um lembrete ao vivo de como live pública e credenciais não combinam.
O dia fecha com uma tentativa de fechar o ciclo completo: uma skill que, ao ser invocada com o nome de uma feature, coleta o contexto, gera o vídeo no Remotion e tenta publicar automaticamente no X/Twitter via Selenium — que acaba bloqueado pela plataforma. Mesmo sem o post automático funcionando, o vídeo final sai do zero e circula no Discord, e o plano para o dia seguinte já está anotado: dublagem com voz sintética, efeitos sonoros, trilha e versões para shorts e stories.
