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jornada· dia 4 · arr R$ 1.974

O dia em que o Sentinela nasceu (e quase vazou uma chave ao vivo)

No quarto dia da jornada, com a receita travada em R$1.974, Guilherme parou de vender por e-mail por uma live inteira para construir o Sentinela — um radar de IA que vigia Anthropic, OpenAI e GitHub em tempo real — e no meio do processo vazou (e teve que trocar) uma chave de API ao vivo.

a noite

No quarto dia da maratona rumo a R$1 milhão em vendas por e-mail, o placar estava parado: R$1.974 faturados, 19 vendas no automático. Em vez de atacar o número diretamente, Guilherme decidiu investir a live inteira em infraestrutura invisível: um sistema para nunca mais descobrir uma novidade de IA através de vídeo de clickbait no YouTube. Nasceu ali o objetivo do dia — um radar de inteligência artificial que depois, batizado em brainstorm ao vivo com a plateia, virou "Sentinela".

A construção começou como sempre: seis janelas do VS Code abertas em paralelo, cada uma rodando Claude Code, e um brainstorm longo dentro do seu "brain" (o diário de bordo do projeto) para desenhar a arquitetura antes de escrever qualquer linha. Decidiram por um cron a cada 30 minutos varrendo blogs oficiais (Anthropic, OpenAI, Google, Meta, Mistral), GitHub Trending, Hugging Face, YouTube e X, com uma regra de ouro: silêncio total se nada relevante aparecer — nada de alerta por alerta. A triagem ficou em duas camadas para economizar custo: Haiku filtra rápido, Sonnet só aprofunda o que passou no filtro, com Opus orquestrando tudo via Cloud Flow. Para o YouTube, em vez de contar visualizações, criaram um critério de "outlier": um vídeo pequeno com engajamento desproporcional pontua mais do que um canal grande e morno.

Com o modelo de dados no Supabase definido (fontes, itens, canais do YouTube), o cockpit ganhou uma aba "Sentinela" mostrando fontes, custos de IA e categorias em tempo real. Guilherme testou o pipeline fazendo um disparo de e-mail com HTML e um screenshot gerado automaticamente pela skill de deploy, e mandou um áudio narrado por IA para o grupo do WhatsApp explicando o projeto para a base de gestores: a tese era que o maior problema de quem faz e-mail marketing não é escrever o e-mail, é saber sobre o que escrever. Enquanto isso, o Cloud Flow rodava um swarm de agentes em paralelo, cada terminal puxando o "brain" para saber exatamente sua fatia da tarefa.

O momento de maior tensão da noite não foi técnico, foi de segurança: no meio da live, o próprio agente vazou uma chave de API na saída do terminal — duas vezes. "Vamos ter que resetar essa key", "gera uma nova", "esconde ela aí silenciosamente" — a reação foi imediata, rotacionar a credencial e seguir, lembrando que dias antes o projeto já tinha sofrido um ataque de um usuário mal-intencionado que criou mais de 24 mil cadastros falsos para tentar derrubar o sistema. Build in public tem esse preço, e o antídoto é reflexo rápido, não perfeição.

A live fechou com um momento quase meta: o próprio Sentinela, ainda em construção, já tinha encontrado algo de valor real — o lançamento do "Claude Partner Network" da Anthropic — e Guilherme aplicou ao programa de parceiros ao vivo, usando a ferramenta que estava criando para alimentar a própria ferramenta. Ficou também no ar uma reflexão que vira tarefa pro próximo dia: o "brain" é bom como diário de bordo, mas o projeto precisa de um "system.md" vivo, um mapa real da arquitetura sincronizado com o código, para que os agentes parem de tomar decisões sem contexto completo.

momento-chave

No meio da construção do Sentinela, o próprio agente expôs uma chave de API na saída do terminal, ao vivo, duas vezes seguidas. Guilherme parou tudo, mandou regenerar e ocultar a credencial na hora, lembrando o ataque que o projeto já tinha sofrido dias antes — o lembrete de que build in public exige reflexo rápido para rotacionar segredos, não a ilusão de nunca errar.

lição da noite

Se você constrói em público, mais cedo ou tarde vai vazar uma chave na tela — o que te salva não é nunca errar, é ter o hábito automático de trocar a credencial na hora e seguir em frente sem parar o fluxo.

O maior problema do gestor que usa e-mail marketing não é escrever o e-mail, não é configurar automação — isso o e-mail hacker já faz. O maior problema é saber sobre o que mandar e-mail.

dito ao vivo, na própria live
o que saiu da noite

Construído ao vivo

  • Sistema Sentinela: radar autônomo que monitora Anthropic, OpenAI, Google, Meta, Mistral, GitHub Trending, Hugging Face, YouTube e X em busca de novidades relevantes de IA
  • Pipeline de triagem em duas camadas (Haiku filtra rápido, Sonnet aprofunda) com score de relevância/hype e critério de engajamento "outlier" para vídeos do YouTube
  • Modelo de dados no Supabase (fontes, itens, canais do YouTube) e uma aba dedicada "Sentinela" no cockpit, com fontes, custos de IA e categorias
  • Alertas via WhatsApp integrados ao Open Claw, com limite de três avisos por dia e briefing diário consolidado
  • E-mail em HTML com screenshot automático e áudio gerado por IA anunciando o projeto para a base e o grupo do WhatsApp
  • Orquestração via Cloud Flow (swarm multiagente) rodando em paralelo em seis terminais, coordenados pelo "brain" do projeto
  • Aplicação ao Claude Partner Network da Anthropic, oportunidade descoberta pelo próprio Sentinela ainda em construção
  • Primeiros passos para separar o "brain" (diário de bordo) de um futuro "system.md" vivo, documentação sincronizada com o código
Claude CodeVS CodeCloud Flow (orquestrador multiagente/swarm)Claude Opus (orquestração)Sonnet (execução)Haiku (triagem)SupabaseActiveCampaignHotmartOpen Claw (WhatsApp)Evolution APIyt-dlpWhisperskill barra start / barra up (brain)skill barra uiskill barra deploy
pronto pra rodar

Pare de revezar janelas. Comece a entregar em paralelo.

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