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Dia 18: atacados em live, eles alugam um Windows na nuvem e lançam a versão 2.21

No meio de um ataque às próprias APIs em plena transmissão, o time alugou um PC Windows na nuvem, caçou bug por bug e fechou o dia lançando a versão 2.21 do Overclock — mais uma maratona de 12 horas de build-in-public.

a noite

Dia 18 começa carregando o cansaço (e o orgulho) das doze horas de imersão do dia anterior, que bateu 210 espectadores simultâneos e passou por 12 mil visualizações. A pauta é dupla: colocar no ar o novo site do overclock.sh, feito na virada da noite anterior, e caçar, um por um, os bugs que a comunidade vinha reportando havia dias — principalmente no Windows, onde está 80% da base de usuários. Antes disso, a live já nasce explicando a mudança estrutural que motivou o projeto inteiro: o Claude Opus 4.7 ficou cerca de 35% mais caro em tokens do que o 4.6, e a saída encontrada foi construir uma ferramenta própria de orquestração de múltiplos terminais para plugar modelos chineses — a MiMo V2.5 Pro, da Xiaomi — dentro do fluxo do Cloud Code. A Xiaomi distribuiu 100 trilhões de tokens de graça para quem fosse aprovado no programa, e a comunidade, seguindo um passo a passo publicado no canal, começou a garimpar bolsas de 200 milhões a 1,6 bilhão de tokens por pessoa.

No meio da manhã o site fica lento demais para ser normal, e a causa aparece rápido: uma tentativa de ataque às próprias APIs, com picos de milhares de requisições por segundo. O time trata o episódio como "consultoria de segurança de graça": em vez de brigar com quem atacou, usa a pressão para fechar exposição de endpoints e adicionar camadas de proteção, argumentando que é melhor apanhar agora, com 37 usuários, do que mais adiante com a base madura. O susto vira uma pausa forçada — café, um pouco de lo-fi de fundo — antes de retomar o fluxo de trabalho.

A partir daí a live vira um mergulho técnico pesado. Como boa parte dos bugs só reproduz no Windows e ninguém do time usa Windows no dia a dia, a solução é alugar uma máquina Windows na nuvem só para debugar ao vivo dentro do ambiente real dos usuários. Dali em diante é um festival de correções: painéis que somem depois que a sessão é fechada (rastreado a um problema de criptografia), sessão que não desloga direito e prende o usuário logado, tema claro que não persiste, provider do Gemini que não é detectado, configuração do MiMo que se perde a cada novo build no Windows, atalhos que precisam ser reescritos porque Ctrl+V não é Cmd+V, terminal que passa a ser trocável (cmd, PowerShell, Git Bash), fonte e altura de linha ajustáveis, abas de workspace que agora podem ser reordenadas arrastando.

Em paralelo, o produto ganha um design system novo, construído a partir do layout recém-criado para o site, e a comunidade entra ativamente no processo: Bruno Falcão publica uma skill própria para ensinar o Overclock a orquestrar squads de agentes (worker pane, painel paralelo, guia de seleção de modelo), e a live vira palco de uma enquete perguntando se o novo site "tem cara de vibe coding" ou de projeto profissional de R$5 mil pra cima. Nos intervalos, o bot "Jarvis" responde sozinho ao chat, trocando piadas sobre futebol gaúcho com quem assiste — um respiro cômico numa maratona que volta a bater as 12 horas.

O dia termina com o release da versão 2.21 publicado para Windows, Mac e Linux, e o aviso de que a próxima parada é o layout novo de verdade — e que, com ele, o preço da assinatura provavelmente sobe. As metas do dia (500 likes, 500 membros no Discord, 50 assinantes do Overclock) ficam como pano de fundo o tempo todo, mas o que realmente definiu o dia foi transformar um ataque hacker e um Windows alugado em avanço real de produto.

momento-chave

No meio da manhã o site trava sob uma tentativa de ataque às próprias APIs, com milhares de requisições por segundo batendo no sistema. Em vez de entrar em pânico, o time usa a pressão para fechar brechas de exposição de endpoints e reforçar a segurança, tratando o incidente como um teste de estresse gratuito vindo cedo demais para doer de verdade.

lição da noite

É melhor apanhar de um ataque com quatro dias de projeto e 37 usuários do que mais adiante com a base madura — sofrer cedo é o preço mais barato que existe para blindar o sistema antes de escalar.

Enquanto as pessoas estão no bar tomando cerveja, brigando com o vizinho, discutindo política, a gente tá aqui discutindo futebol e construindo o futuro, gurizada. A gente tá aqui construindo pra vocês conseguirem sair do CLT e desenvolver o próprio negócio.

dito ao vivo, na própria live
o que saiu da noite

Construído ao vivo

  • Nova versão do site overclock.sh, com design system e animação de entrada refeitos do zero
  • Camada extra de segurança/hardening de APIs após tentativa de ataque em plena live
  • Ambiente Windows na nuvem montado só para debugar o app no sistema operacional da maioria dos usuários
  • Correção de bugs de sessão: painéis somem ao fechar, logout não redireciona, tema claro não persiste
  • Provider do Gemini corrigido (não estava sendo detectado) e configuração do MiMo estabilizada entre builds
  • Atalhos de teclado adaptados para Windows e terminal integrado agora trocável (cmd, PowerShell, Git Bash)
  • Release da versão 2.21 do Overclock lançado para Windows, Mac e Linux
  • Skill comunitária de orquestração de squads (worker pane, squad paralelo, seleção de modelo) integrada e testada ao vivo
Overclock (ferramenta própria de orquestração multi-terminal/multi-agente)Cloud CodeClaude Opus 4.7MiMo V2.5 Pro (Xiaomi)CodexGeminiCloud Design (geração de design system)Windows na nuvem (Windows 365 Business / Paperspace)DiscordSupabaseSkill de orquestração de squads criada por Bruno Falcão
pronto pra rodar

Pare de revezar janelas. Comece a entregar em paralelo.

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