O dia 16 começou com um anúncio que mudava o tom da jornada: o Overclock tinha sido aprovado e notarizado pela Apple, um feito que Guilherme, sem background de desenvolvedor, comemorou como um divisor de águas. A lógica para bancar a assinatura de desenvolvedor Apple — parcelada em 12 vezes no cartão — foi paga com o dinheiro da primeira assinatura de founder, numa demonstração crua de bootstrap: o produto se financiando a si mesmo antes mesmo de existir de verdade.
Com a vitória da Apple anunciada, a live virou uma sessão de debug ao vivo da versão Windows, que vinha travada havia dias. Com a ajuda de Wesley, que cedeu remotamente um PC com Windows, o time passou por uma sequência de builds (0.2.7 até 0.2.20) enfrentando erros de binário do Cloud Code não encontrado, falta do Node instalado, o erro genérico "193" e problemas de SmartScreen por falta de certificação. A cada versão lançada e testada na hora, com a comunidade acompanhando pelo chat, o pacote foi sendo estabilizado até finalmente rodar Mimo V2.5 Pro dentro do Cloud Code também no Windows.
No meio da sessão, chegou o e-mail que roubou a cena: a Xiaomi aprovou o Overclock no programa Mimo Orbit, liberando 1,6 bilhão de tokens gratuitos para uso durante o mês. A partir daí a live virou motor de crescimento — Guilherme gravou reels explicando como conseguiu a bolsa, criou um ebook passo a passo distribuído só para assinantes do Overclock, e a comunidade toda começou a aplicar e ser aprovada ao vivo (Dani, Nitael com 1,6 bilhão, outros com 200 e 700 milhões de tokens), transformando o benefício técnico em prova social e gatilho de venda.
A construção de produto também avançou: o recurso de "swarm" — um orquestrador rodando em Opus 4.7 que dispara vários terminais paralelos em Mimo 2.5 Pro para executar tarefas simultâneas — foi refinado ao vivo, com bugs de sessão vazando entre workspaces sendo corrigidos na hora. Paralelamente, a estratégia de growth ficou mais agressiva: aplicações simultâneas para múltiplos programas de créditos e parceria (Antropic Partner Network, Nvidia Inception, Fireworks, Mistral, entre outros), todos puxados pelo mesmo golpe de sorte com a Xiaomi.
A live fechou depois de mais de 8 horas, por volta da 1h30 da manhã, com 16 membros fundadores pagando R$48,50/mês, um ARR de R$9.312 faltando pouco mais de uma assinatura para bater R$10 mil, e uma pendência ainda em aberto: decidir se valia a pena pagar por uma certificação (Azure Trusted Signing) para tirar o aviso de segurança do instalador Windows. Ficou a promessa de um sprint ainda mais pesado no feriado seguinte.
