A live número 13 começa com uma reclamação técnica que vira o mote do dia inteiro: desde o lançamento do Opus 4.7, o consumo de tokens subiu cerca de 35%, e o limite semanal do Sonnet já estava em 100% de uso horas antes da stream. Somado a isso, o velho problema de sempre — VS Code com workspaces desconectados, sessões de conversa perdidas ao fechar um terminal — tinha virado insustentável para quem roda seis painéis de Claude Code ao mesmo tempo tentando orquestrar com Opus e executar com Sonnet.
A virada aconteceu de madrugada: um alerta no WhatsApp do próprio sistema de monitoramento de lançamentos de IA avisou sobre o DeepSeek V4 Pro, depois sobre o Kimi K2, até desembocar no Mimo V2.5 Pro, da Xiaomi — um modelo quase tão inteligente quanto o Opus 4.7, mais rápido, e custando uma fração do preço. A descoberta de um repositório chamado "Free Cloud Code" mostrou que dava pra pegar a casca (o framework) do Claude Code CLI e conectar outra LLM por trás dela via protocolo oficial da Xiaomi — sem depender de OpenRouter nem perder o rate limit da API oficial.
Daí nasceu, ao vivo, o Overclock: um terminal com múltiplos painéis organizados por workspace, sessão persistente (o problema de perder o contexto ao reabrir foi resolvido na tela, com o Cloud Code restaurando a sessão depois de reiniciado), e um sistema de providers que permite rodar Opus 4.7 como orquestrador/planejador em um painel e Mimo V2.5 Pro como executor em outro, em paralelo. A instalação foi testada em tempo real com o assistente Jarvis fazendo QA — mapeando bugs de onboarding, defaults de modelo que não persistiam, e o rótulo errado nos painéis — tudo documentado num checklist salvo em markdown para retomar depois de reiniciar a sessão.
O lançamento comercial veio no meio da própria live: assinatura do Overclock em overclock.sh por R$ 47/mês (com desconto fundador de 50% vitalício para quem entrasse no dia), disponível só para Mac por enquanto, com Windows prometido para os próximos dias porque uma pessoa do time só usa essa plataforma. Lachuk revelou que já instalou o Overclock nos computadores dos próprios funcionários da agência para escalar o uso do Mimo sem pagar assinatura cheia por pessoa — o motivo real por trás da ferramenta antes de virar produto.
A live fecha com uma tentativa de benchmark comparando quatro variantes do Mimo (V2.5 Pro, V2.5, V2 e V2 Flash) rodando a mesma tarefa em paralelo — que deu resultado inconsistente e visivelmente "mentiroso", forçando a decisão de construir um script de benchmark de verdade, fora do controle dos próprios modelos, para o dia seguinte.
